domingo, 25 de abril de 2010

TUMORES BENÍGNOS DO FÍGADO

Dr. Stéfano Gonçalves Jorge

Os tumores benignos do fígado, apesar de benignos, podem estar associados a complicações, incluindo raramente morte, se diagnosticados ou tratados de modo errado. A maioria, no entanto, tem complicações tão raras que o risco de tratamento é maior que o do tumor. Nesses casos, o acompanhamento por profissional sem conhecimento técnico suficiente pode levar a exames e tratamentos desnecessários ou prejudiciais.

De modo geral, os tumores benignos do fígado podem ser divididos de acordo com o seu tecido de origem:

Nódulos Microrregenerativos

São nódulos de regeneração que surgem após necrose hepática submaciça. Contém arquitetura portal normal com hepatócitos hiperplásicos, mas sem características neoplásicas.

Transformação Nodular Parcial

É uma condição rara, que pode estar relacionada a hiperplasia nodular regenerativa. São nódulos de hepatócitos hiperplásicos na região peri-hilar, associados a hipertensão portal. Está associada a redução dos ramos portais, mas não está claro se essa é uma causa ou conseqüência dos nódulos, pois não há sinais de compressão. Pode haver ainda transformação cavernomatosa na veia porta.

Cistos Hepáticos

São lesões muito comuns, encontradas em cerca de 0,17 % das necrópsias e exames de ultra-som. Costumam ter uma parede fina, fracamente celular e fibrosa, com um epitélio cubóide simples, contendo líquido claro. Ao ultra-som, é anecóide e sem ecos em seu interior. Com esse achado característico, não há nenhum diagnóstico diferencial. Outras lesões císticas do fígado, como abscessos, hematomas, metástases, etc são ecograficamente muito distintas. Os cistos hepáticos simples são assintomáticos, a não ser que sejam muito volumosos e/ou comprimam outras estruturas, o que é muito incomum. Não há qualquer necessidade de tratamento se não há complicações.


Cisto Hepático

Cistoadenoma Biliar

É um tumor cístico benigno, multilocular, com uma densa cápsula fibrosa. É relativamente raro e mais comum em mulheres jovens, aonde o sintoma mais comum é de massa palpável e/ou dor abdominal. Ao exame de imagem, além da cápsula fibrosa evidente, as paredes internas são muito finas. Como o risco de malignação é muito alto, de até 25%, há necessidade de ressecção cirúrgica em todos os casos.

POSTADO POR: Maria Albertina Deodato de Brito, em 23/04/2010, às 10:45

REFERÊNCIAS: http://www.hepcentro.com.br/tumores_benignos.htm

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